Depoimentos

Domingos Bomediano - SP

"Além de proporcionar um ótimo atendimento aos pescadores, o Rancho Xingu é privilegiado por estar em um local abençoado, com muita emoção e aventura para oferecer. Se por um lado o Rancho oferece conforto e tranquilidade, por outro, o local, por maravilhoso e abençoado que é, oferece aventura, pesca abundante de diversas espécies, com vida silvestre bastante preservada, de sorte a engrandecer o espírito de todos que o visitam. Vale a pena conhecer!"

Mauricio Kokumai, São Paulo - SP

Com a gente correu tudo às mil maravilhas em nosso retorno. Dormimos em Canarana e saímos no sábado, às 07h30, chegando em São Paulo no domingo, às 07h30. Portanto, foram exatamente 24h00, ou seja, em termos de viagem esta foi totalmente diferente da anterior. Gostaria de agradecer, em nome do nosso grupo, o excelente atendimento que tivemos no Rancho Xingú, de sua parte e de seu pessoal. A equipe da cozinha, comandada pela Nete, foi magnífica, atendeu-nos em todos os pedidos extras que fizemos e não deixou faltar nada. Da mesma forma o Douglas e os piloteiros, estavam sempre prontos para atender qualquer solicitação nossa. Em termos de pescaria também ficamos plenamente satisfeitos pois, creio que o único peixe que não pegamos foi o Filhote/Piraíba. Tivemos ações de cacharras, matrinchãs, cachorras, bicudas, pirararas, jurupocas, pacús, jurupensém, traíras, tucunarés, arraias, poraquês, etc. Nesta pescaria, além de conhecer você pessoalmente, ainda tivemos a felicidade de conhecer pessoas fabulosas como o Geraldo da TBFTT, o Ronaldo e o Oscar e seu filho André. Realmente, não poderia ser melhor. No sábado, dia 16, nosso grupo deverá reunir-se para fazer um balanço geral, contar as passagens mais divertidas e comer uma peixada. Eu peguei a receita da Nete e vou preparar aquela cachorra na brasa, igualzinha a que comemos no rancho. Atá, grato por tudo. Depois mando-lhe mais notícias. Abraços Mauricio Kokumai

Paraíso no Coração

Você não pode passar por esta vida sem conhecer esse paraíso pintado meticulosamente pelas mãos divinas do Arquiteto mor. É um momento inesquecível que lhe proporcionará a possibilidade sublime de gravar para a eternidade todas as sensações que nossos sentidos podem captar da natureza. Parabéns ao desbravador e protetor do meio ambiente, Ataualpa, pela maneira ímpar e a dedicação com que lapidou por anos e anos esse ninho encravado no coração da Amazônia, para que possamos interagir com o esplendor da mais pudica fauna e flora brasileira Nuno Antonio Paranhos Vasques. Paranatinga - MT.

Oga, Curitiba - PR

Ao Rancho Xingu, gostaria de parabeniza-los pela excelente estrutura a qual nos foi dirigida durante uma semana de pescarias. O guia da qual utilizamos foi muito competente e merece destaque (Roni), e sem falar nas excelentes acomodacoes e comida oferecidas por voces. E agradecer principalmente a voce Ata, que por seus esforcos, ajudou em 100% a realizar o meu sonho de capturar especies que nunca imaginaria conseguir pescar (tucunares, cachorras, bicudas, etc). Meu muito obrigado Ata... vc eh o cara !!!! abracao Oga - Curitiba Parana

Gustavo Bastos , Fortaleza - CE

Prezados Atá e Ezequiel, Gostaria de agradecê-los pelos maravilhosos momentos que vcs me propiciaram. Passei uma semana fantástica no Rancho Xingu. Além da excelente pescaria, fomos muito bem recebidos pelo pessoal do Rancho. Todos foram muito cordiais e prestativos. Foram 5 dias de pesca e boas conversas. O local é um paraíso para quem gosta de pescar. Ao Atá, gostaria de, mais uma vez, agradecer e dar meus parabéns pelas excelentes instalações do Rancho e pela eficiente equipe que conseguiu montar. Ao Ezequiel, gostaria de agradecer e dar meus parabéns pelo site PESCARTE, que sempre mantém uma alto nível de qualidade em suas edições. Me coloco a inteira disposição para ajudar, no que for possível, a promover tanto o site PESCARTE como o Rancho Xingu. Um grande abraço. Gustavo Bastos

Agenor Pedreira de Freitas

Caro Atá, Mais do que uma "homenagem", me sinto lisongeado pela lembrança de poder constar no seu site - novamente, já que a foto dos Mocorongos permanece... pensa que isso passa desapercebido ? - dando um singelo depoimento que nem de longe ratifica nossa alegria, admiração e agradecimento pelos dias em que estivemos no seu Rancho! Embora sequer nos conheçamos - pessoalmente - a impressão que tenho, é que essa empatia gratuita é motivada pelo respeito que tem aos seus "clientes" (ou devo chamar de "amigos"), não só no Rancho, mas também no "dia a dia" do "pré" e "pós" pesca ! Lembro-me que nossas observações feitas após o período em que lá estivemos, não lhe soaram como "críticas", mas como um estímulo a ampliar os benefícios do seu ponto de pesca ! Quando a maior parte das pessoas "ouviria" nossos posicionamentos como "feed back", você foi além, e reviu parte dos processos (ou situações apontadas) e atualizou (certamente para melhor) todos os pontos considerados como "não tão bons" por nós, seus "clientes". Talvez essas coisas são as que fazem essa nossa "ligação eletrônica", ter uma continuidade desde então. Seu site está cada vez melhor, e prova disso é que os "links" aumentaram, não apenas na quantidade, mas principalmente na "qualidade" dos parceiros, pois só tem gente "top" (sem esquecer contudo daqueles que lhe acompanham há tempos !), e nisso certamente está parte do "segredo do seu sucesso". Aliás ele é inegável, basta a leitura dos depoimentos dados. Tenho certeza de que AINDA IREMOS NOS ENCONTRAR, e torço para que isso aconteça na beira de um rio, onde possamos desfrutar da mesma ansiedade de ver o "cantar do molinete", puxando a linha desenfreada sob a água, antecipando uma batalha, onde o vencedor será sempre a alegria e a felicidade, afinal o que mais - além disso - se obtém numa pescaria? Forte abraço, meu amigo, e tenha cada vez mais sucesso no seu empreendimento.

Roberta Mathias - Bauru - SP

Dias inesquecíveis Nunca pensei que pudesse encontrar um lugar tão diferente e surpreendente. Em 2003, estive no Xingu com o grupo do TBFTT (www.tbftt.com.br) a convite do Atá Catalan. Fui acompanhar, como repórter, pescaria de fly,artificial,linguiça, embarcada, de barranco, de praia, enfim, fui aprender em sete dias o que não aprendi em anos. A primeira e importante lição: pescadores, não importa a idade, o sexo e a nacionalidade, todos são apaixonados e empolgados. A pesca faz isso, aproxima as pessoas, tranqüiliza, anima. O Rancho Xingu reuniu naqueles dias de julho um grupo de 25 pessoas, apenas cinco mulheres, de vários estados (RS, PR, SP, MT e RJ) que, a maioria, se conhecia só pela Internet. Desde a viagem de ônibus, os momentos divertidos no Rancho e as pescarias foram fantásticos. Aprendi com cada um dos integrantes da "Expedição". Na volta, o compromisso de nova viagem, já marcada e confirmada para agosto de 2004. O grupo está ansioso e se prepara para novas pescarias e aventuras. Sem contar a beleza do Xingu e o carinho com que fomos recebidos pela equipe do Atá. Perfeição! Agora, janeiro de 2004, tive a maravilhosa oportunidade de retornar ao Xingu, novamente com o Atá, só que desta vez de avião e acompanhada de dois amigos pescadores - Oscar Nolf e João Pereira (Jhony Boy), dos bauruenses Helder e Chico e do comandante Ciro, um "japa" poderoso no ar. Nada de pesca, pois o período é de defeso, o que fizemos? Acredite, estivemos conhecendo a Reserva Indígena do Xingu. A convite do cacique Aritana, mergulhamos no rio Tuatuari e nadamos: "para lavar o espírito e partir renovado". Tivemos a oportunidade de visitar a aldeia Yawalapiti, casa de Aritana, e aprender com os indígenas a mergulhar em um outro tempo e mundo, diferente do nosso, mais tranqüilo, saudável e harmonioso. Sentir o carinho dos curumins, aprender com eles, foi uma experiência única em minha vida. Antes da partida, com o coração apertado, fui presenteada com mais uma prova de amor. A pequena Ayu, da tribo Waurá, tocou meu rosto com suas mãos e disse: "Gostei muito de você". E eu, o que disse? Nada... fiquei calada, só aproveitando aquele momento intenso que vivi. Obrigada Atá... Aquele lugar é mágico e o Rancho Xingu é um porto seguro! Roberta Mathias Jornal da Cidade, Bauru - SP

Antonio Carlos Piccino Filho

“Bauru é privilegiada em vários aspectos. Em matéria de pescaria temos entre nós, bauruenses de coração, o dono de um dos melhores ranchos do País. Falo do Rancho Xingu, um surpreendente e atencioso staff, num espetáculo de instalações encravadas ao Norte de Mato Grosso, na Bacia Amazônica, distante das civilizações e ao lado da Reserva do Xingu, onde indígenas tratam de impedir, até a força, que a natureza seja atacada. A proteção da fauna e flora na região é de imediato notada. Não é demais dizer que o Rancho Xingu encontra-se numa das áreas mais piscosas que se conhece e isso se explica pela vizinhança com a Reserva Indígena do Xingu, afinal os peixes após nadarem livremente rio acima por centenas de quilômetros pelo Xingu, percorrendo toda a Reserva Indígena, quando ultrapassam o Xingu e entram no rio Koluene estão em frente às terras do rancho “bauruense”. Melhor lugar para pescar que esse, portanto, se é que existem, são poucos. Em busca desse local maravilhoso, embarcamos no final de julho com uma seleta turma de pescadores, que nasceu no Bauru Golf Clube há seis anos. Seguimos em 23 pessoas, de ônibus, para Canarana/MT de onde deveríamos seguir, de avião, para o Rancho Xingu. A viagem é longa, 24 horas de ônibus, de forma que já saímos de Bauru aperitivando, conversando, assistindo e comentando os filmes educativos exibidos pelo videocassete do ônibus. Chegamos ao Rancho Xingu num sábado pela manhã, quase no horário de almoço, e lá já encontramos o Airá, um índio perambulante que oferecia suas peças de artesanato e pedia presentes. Todos almoçaram e foram para seus apartamentos, (com ar-condicionado), arrumar suas tralhas e descansar da viagem. Pesca mesmo só no dia seguinte. Ao anoitecer, os pescadores foram se agrupando ao redor de uma farta mesa, num amplo e arejado salão, para apreciar as deliciosas caipirinhas preparadas com maestria pelo Árabe do grupo, bebidas entre tantas cervejas “estupidamente” geladas. Às tantas, juntou-se aos bons o “Primo”, como era chamado o primo de um dos pescadores do grupo original que pelo primeiro ano participava da pescaria. Todos notaram que ele estava vestido com um lindo pijama de algodão azul, novíssimo. Saltou aos olhos a inveja dos demais, que deveriam dormir com suas roupas velhas, mas ninguém comentou nada. Nas noites seguintes, a história se repetia e o grupo, cada vez mais unido, já começava a comentar sobre o ”pijama do Primo”, sem que ele percebesse, é lógico. Na noite de quarta-feira uns dos jovens pescadores mais chegados ao Primo teve a brilhante idéia de presentear o índio Airá com o “pijama do Primo”. Sua idéia foi levada ao grupo e aprovada “por unanimidade”. Assim, na manhã de quinta-feira, enquanto o Primo tomava seu café da manhã, um de seus companheiros de quarto pegou o pijama e entregou a outro pescador, mais velho, saindo logo em seguida com o Primo para pescarem. O pijama foi então entregue ao índio Airá, que de bobo não tem nada diga-se, e ele paramentou-se rapidamente para depois sentar-se numa poltrona, com toda pompa, esperando a chegada do Primo. Mas o Primo demorou muito e o Cacique chamou Airá para irem embora, de barco, para a reserva. No caminho o barco dos índios, que descia o rio Koluene, cruzou com o barco onde estavam o Primo e outro pescador que sabia da brincadeira e eles puderam ver que Airá estava vestido com o “pijama do Primo”, todo sorridente, acenando para eles. O pescador que acompanhava o Primo não se conteve e alertou-o, dizendo que achava que o Airá estava vestindo seu pijama. O Primo respondeu que não podia ser, confiava em seus companheiros de quarto e não acreditava que pudessem ter feito isso: dar a um índio o pijama novinho que havia ganho da esposa, sabendo que ela iria ficar brava quando ele chegasse em casa sem o pijama. Como iria explicar que “perdeu” o pijama!!! Chegando no Rancho, o Primo foi direto procurar o pijama, não encontrando. Como ele ficou quieto, ninguém comentou nada. Só nos dias seguintes, já na viagem de volta, é que o Primo descontraiu novamente e então mostraram a ele as várias fotografias digitais tiradas de Airá vestido com o ‘pijama do Primo’. Chegando em Bauru, para a alegria e tranqüilidade de todos, o Primo nos contou que sua esposa, a Prima, tinha achado graça na brincadeira e lhe dado um pijama novo...”

João Pereira dos Santos

Ano de 2002. Ano difícil com doença na família. Fui convidado pelo Nelson Maciel para uma pescaria no Rancho Xingu. Confirmei presença, porém, não estava com mínima vontade de fazer esta viagem, pelos s motivos acima e não conhecer os integrantes do grupo. O tempo foi passando e chegou o momento: 30-06-2003. O ônibus saiu de São Bernardo do Campo com Ronaldo, Adilson, Oscar, André e Vitinho (o caçula da turma, menino bom.). No Pacaembu, aderiram a caravana o pessoal do Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. Nesta parada, também deveria estar dois gaúchos. Um dia antes, deixei minhas traias na residência do Sr. Ata em Bauru e fiquei aguardando a comitiva passar por Araçatuba, onde seguimos viagens. A partir deste momento, o espírito da pesca tomou conta de mim, não vendo a hora de chegar e sair para pescaria. Como fui de avião de Canarana até o Rancho Xingu, quando foi 8:30 hs do sábado, primeiro dia de pesca, estava já dando meus primeiros pinchos. Neste dia pesquei somente com o piloteiro na parte da manhã e a tarde com o Ronaldo Santos, ótimo companheiro. Capturei 28 peixes. Nada ruim. Nos demais dias, me acompanharam Ezequiel Teodoro da Silva, ótimo contador de estória e companhia agradabelíssima; Roberta Mathias, pescador de muita sorte, fizemos 5 dubles de bicudas; Nelson Maciel, ótimo pescador e fotografo de primeira linha. Gostaria de ter pescado com todos. Como de costume, sempre levo umas garrafas de vinhos para acompanhar o xaximi na hora do almoço, feito dentro do barco a sombra de uma árvore. Estes momentos são uma dádiva da vida. O piloteiro e pessoal da retaguarda da cozinha, não deixa faltar nada, desde o shoyu, gengibre e as vasilhas. Os peixes: são o coadjuvantes deste passeio, fantásticos a fisgada das bicudas e fisguei uma pra lá de seus seis quilos, mandubas, matrinchas, tucunarés, pacu prata, jurupecem, cachorras, cacharras, fazem a festa do pescador. O Record mundial do mandubá é de 2,50 kg, peguei um de 4.0 kg (Record moral é meu). Tudo isto se deve a organização e dedicação da equipe do Rancho Xingu e olha que a logística é muito difícil, devido as dificuldades de locomoção, imaginem numa semana o consumo de combustível chega a 1.500 litros de gasolina. Valeu Atá, e me aguarde meu retorno para breve.

Turma dos O quêêê

Pescaria no Xingú 2003 Turma dos O quêêê Período de 06 a 13/06/03 Participantes: Alexandre, Ariel, Carlos Amorim, Carlos Magno, Domingos, Francisco, Geraldo Magela, Brito, Tingo, Melilo, José Maria, Silvestre, Luiz Fernando, Luiz Flávio, Mauro Moreira, Mauro Lúcio, Sebastião e Tacachi. Saímos de Lafaiete às 23:45 horas do dia 05/06 com a maioria dos companheiros, em ônibus luxo, leito total, contratado à empresa Saliba Turismo, passando em Congonhas para embarque dos Carlos Alberto, Mauro Lúcio e Tião, sendo que em Belo Horizonte completaram a turma o Ariel, o Domingos e o Geraldo Magela. Depois da tradicional oração puxada pelo Silvestre, com uma lembrança especial ao nosso saudoso companheiro Tabajara, seguimos viagem num clima de muita alegria e descontração. Às 07:00 horas, já estávamos tomando café no trevo de Araxá. Seguindo viagem, passamos por Uberlândia (MG), Itumbiara, Rio Verde e Jataí, chegando à noite em Barra do Garça (divisa de Goiás com Mato Grosso). A partir daí a estrada, que já estava bem ruim, praticamente acabou, sendo percorridos apenas 90 quilômetros em, pasmem, três horas e meia. É impressionante constatar as péssimas condições das nossas estradas. Não encontramos nenhuma que pudesse ser classificada como em condições de uso. Durante a viagem não deixou de rolar a famosa cervejinha com tira-gostos e também assistimos as fitas de pescarias anteriores trazidas pelo Silvestre para animar ainda mais os pescadores. Chegamos a Canarana, último ponto possível para o nosso ônibus, às 07:30 horas, onde apanhamos as licenças de pesca e carregamos a nossa bagagem no caminhão da Pousada Rancho Xingu, onde ficaríamos hospedados às margens do Rio Culuene. Doze companheiros foram até à pousada no famoso avião “três pintas” pilotado pelo tradicional Gilson e os outros seis preferiram ir no ônibus da Pousada, por sinal relativamente confortável por se tratar de um micro-ônibus novo e com ar condicionado. Esses companheiros tiveram ainda que fazer uma viagem de barco de aproximadamente 40 minutos, já que o ônibus só vai até uma velha ponte que foi derrubada pelas enchentes. Enquanto esperávamos pelo caminhão com as nossas tralhas, alguns companheiros mais “fominhas”, que levaram algum material de pesca na sua bagagem de mão, resolveram dar uma experimentada no Rio Culuene, em frente à Pousada, sendo apanhados de cara pelo Ariel e pelo Domingos duas cacharas fora de medida, que foram gentilmente devolvidas para a água. O Mauro Moreira, que trouxe com o maior carinho uma vara especial ficou aborrecido pois a mesma partiu-se ao meio após um grande “puxão” de um peixe não identificado. Esse início foi bastante animador para todos. No domingo pela manhã iniciamos verdadeiramente a nossa pescaria e, após o sorteio dos piloteiros e de um café da manhã muito bom, partimos para os pesqueiros do local. A região oferece muitos bons lugares para pesca pois é formada basicamente por três rios (Culuene, Sete de Setembro, os quais, juntos, formam o famoso Rio Xingu, isto sem falar das famosas lagoas onde abundam os tucunarés e trairões). Os pesqueiros prediletos são o pontal (local de encontro das águas dos rios); o cotovelo do rio Culuene; o cotovelo e a boca do Rio Sete de Setembro; o remanso do Rio Xingu e o pesqueirão da Fazenda Sayonara. Um espetáculo que nos impressionou bastante foi a quantidade de borboletas amarelas que circulavam por todos os rios, chegando a se juntar em alguns pontos formando verdadeiros tapetes vivos e de uma beleza incomum. Os peixes estavam bastante ativos e todos os pescadores tiveram sucesso nas suas investidas, sendo inclusive devolvidos para as águas um expressivo número de peixes fora de medida, alguns faltando centímetros para o tamanho permitido para embarque. Para se ter uma idéia vamos relatar apenas os principais peixes embarcados pelas duplas: J. Maria/Brito – cachara, cachorras, palmitos e curvinas (foi vista uma anta atravessando o rio a nado, que foi devidamente fotografada pela dupla); Francisco/Mauro Moreira – jaú de 15 kg, pacus, corvinas, cachorras, palmitos; Takachi/Luiz Flávio – jaú de 22 kg, várias cacharas fora de medida, cachorras, pirararas e jaús fora de medida; Carlos Amorim/Mauro Lúcio – 2 cacharas, 1 jaú de 12 quilos, cahorras, curvinas, pacus, palmito, bicos de pato, 1 cachara e 1 jaú fora de medida, 1 armau de 6 kg. Luiz Fernando/Tingo – 3 cacharas (1 com 17 Kg), cachorras, curvinas, palmitos, matrinchãs.Com esta dupla aconteceram fatos que merecem destaque pela emoção e expectativa. Na 5ª feira, 12/06, eles pelejaram um dia inteiro para ferrar uma piraíba que, segundo cálculos do piloteiro, deveria ter em torno de 70 quilos. Neste dia ela bateu cinco vezes em suas linhas sendo que, na última, levou toda a linha do molinete e a arrebentou. Como era muita linha dentro d’água eles fizeram então um arrastão e conseguiram recuperá-la embora o peixe já tivesse escapado. Nesta operação o molinete caiu dentro d’água transformando-se na primeira baixa de material provocada pela piraíba. À noite o peixe voltou de novo e, novamente, escapou. Foi pedida então, emprestada, uma carretilha mais pesada do companheiro Mauro Moreira, mas, ao ser arremessada, escapou das mãos do piloteiro indo fazer companhia à outra da 5ª feira no fundo do rio.Resultado: o peixe não saiu e levou duas varas, 1 molinete e uma carretilha para o fundo do rio. Mas, não faltou foi emoção. Melilo/Carlos Magno – 1 cachara, 3 curvinas, cachorras, piranhas, jurupoca, bicos de pato e 1 jaú fora de medida; Magela/Tião – 1 jaú de 20 quilos, cachara, bicos de pato, palmitos, barbado, matrinchãs, piranhas, curvinas, cachorras. Ficou bastante evidenciado o famoso “ronco” do Tião que praticamente não deixou ninguém dormir no ônibus e nem na pousada, tendo que fazer sua cama na varanda. O Tião também se caracterizou como um autêntico “Chefe Ecológico”, regulando os companheiros que estavam em vias de bater a sua cota de peixes, praticamente obrigando-os a devolverem os novos exemplares para a água. Silvestre/Alexandre – Cachara de 10 Kg; vários cacharas, jaús e pirararas fora de medida que foram devolvidos, cachorras, pacus, matrinchãs, jurupocas , bicudas e piranhas. O Silvestre bem que tentou pegar alguns peixes com isca artificial, não tendo muito sucesso até o último dia, quando, com o piloteiro Dominguinhos (gentilmente cedido pelos Geraldo Magela e Tião), conseguiu finalmente ferrar matrinchãs, bicudas, piranhas e vários tucunarés, sendo dois de mais de dois kg. Ariel/Domingos – cachara, barbado, cachorras, palmitos e corvinas. De se destacar também o tradicional e famoso almoço no mato, onde vários peixes foram assados para deleite das duplas Silvestre/Alexandre, Ariel/Domingos e Carlos Amorim/Mauro Lúcio e seus respectivos piloteiros. Foi um verdadeiro banquete. Ressaltamos ainda a praia dos urubus onde, esporadicamente, apareciam também um bando bem numeroso de capivaras. Os melhores piloteiros que se apresentaram foram o Dominguinhos, o Douglas e o Eumir. Foi também muito comemorada a vitória do Cruzeiro (como sempre a maioria entre os pescadores) que na 4ª feira se sagrou tetra campeão da Copa do Brasil. Teve flamenguista e atleticano que foram dormir no intervalo, ou seja, sem maiores esperanças. Alguns mais corajosos como o Ariel e o Domingos sofreram até o fim. Acabado o jogo foi aquela farra. Destaque ainda para o famoso jogo de truco onde os viciados Alexandre, Domingos, Brito, Silvestre, Carlos Amorim, Tacachi e Tingo que se enfrentaram e se divertiram a valer. Saímos de do rancho por volta das 13:00 horas do dia 13/06, sendo que a turma do avião saiu um pouco mais tarde, nos reunindo em Canarana por volta das 18:30 horas, quando abastecemos as nossas bolsas de peixe com gelo, carregamos o ônibus e, após um lanche, partimos para a viagem de volta, enfrentando as mesmas e péssimas condições das estradas, chegando a Lafaiete em torno das 01:00 hora do dia 15/06. Foram momentos magníficos de descontração e companheirismo, onde o espírito de camaradagem e equipe sempre imperou, o que já é uma característica da “TURMA DOS Ô QUEEE!”

Nivaldo Guerreiro

Impressionante esse lugar, "um pedaço do céu escondido na mata". Nunca tinha feito uma viagem de pesca tão longa e ficado tantos dias longe de casa e da família, não me arrependo, apesar das quase 40 horas dentro de ônibus, tanto que no próximo ano estarei voltando, desta vez com meu filho mais novo Rafael Guerreiro (hoje com 11 anos). Normalmente faço isso, vou conhecer o local, se for seguro, volto com o Rafa. O Rancho Xingu é mágico, contagiante, nos faz esquecer dos problemas e das dificuldades do dia-a-dia. O Atá é uma pessoa ímpar, na sua humildade e simplicidade, nos passa segurança, amizade e principalmente muito carinho, um bom companheiro de pesca, e nos momentos de relaxamento no final da tarde é muito bom ficar ouvindo seus "causos" sobre o Xingu, aprendendo cada vez mais com suas experiências de vida. Meus agradecimentos especiais ao pessoal de apoio: Luzinete, Maura e Lú (minha parceira de forró), exímias cozinheiras "me acrescentaram 4 kg", não deixaram faltar nada e estavam sempre atentas aos mínimos detalhes; o Adercio, gerente do Rancho muito responsável e prestativo; o "Jão" nosso "bar-man", que mesmo dando umas sumidas de seu posto não deixou faltar nenhuma bebida, sempre na temperatura ideal; e ao meu piloteiro Paulinho, de uma educação e paciência que não vejo a muito tempo. Tenho a agradecer também a "Família TBFTT", por compartilhar comigo de uma experiência tão agradável, única e inesquecível. Ressalto também o clima de união e respeito, que prevaleceu nesse encontro, mesmo muitos de nós (a grande maioria) não se conhecendo pessoalmente, não houve em nenhum momento, sequer uma crítica a esse ou aquele estilo de pesca, não houve "estrelismo" da parte de ninguém e o mais importante foi o espírito de família, que envolveu a todos. Tenho orgulho por poder fazer parte dessa "Família TBFTT". Muito obrigado a todos, e se Deus quiser, em 2004 voltamos ao "paraíso", até breve Rancho Xingu..... Nivaldo Guerreiro

Fábio - Unitextil

Caro Atá, Fica muito difícil criticar um lugar como o seu Rancho. O pessoal é nota MIL, piloteiros, ajudantes, cozinheiras, gerente, etc. As acomodações e a comida também são nota MIL. A única coisa que podemos sugerir seria a troca dos motores das voadeiras pois com os motores de 15HP perdemos muito tempo no deslocamento até os pesqueiros. Estamos realmente pensando em levar todo o grupo no próximo ano e gostaríamos de combinar tudo com bastante antecedência. A gente vai se falando ... Mais uma vez obrigado por tudo, Fábio. *OBS: Se vocês também tiverem alguma reclamação do nosso grupo, favor informar para tentarmos corrigir.

Espirro

Caro Atá, Fiquei bastante surpreso ao ler no site os meus próprios comentários sobre o Rancho Xingú. Naquela ocasião, quando você me pediu para comentar a temporada que passamos no Rancho, eu não sabia que o meu relato seria publicado no site. Ora, nós temos muito mais coisas a falar do Rancho Xingú do que aquele simples comentário de que tudo havia sido nota MIL e do que aquela simples sugestão de que seria bom colocar motores mais potentes nas voadeiras. Então vamos lá ... A renomada Equipe de Pesca Piranha com Cachaça, naquela temporada representada por 8 dos seus atuais 35 componentes, tem o prazer e a obrigação de recomendar o Rancho Xingú como um dos melhores locais de pesca que já conheceu, não só pela fartura de peixes mas pelo carinhoso e impecável atendimento que recebeu durante sua estada no Rancho. E agora ficou bom, ou tá parecendo coisa de um bando de viados pretenciosos ? Vê se dá um descontinho bom na próxima, falou ? Agora que já quebramos o gelo, só nos resta agradecer mais uma vez pelos dias maravilhosos que vocês nos proporcionaram e desejar-lhes muito sucesso, que é o que vocês realmente merecem. É muito bom conviver com pessoas que, mesmo trabalhando, estão sempre fazendo questão de nos agradar, como é o seu caso e de todo o pessoal do Rancho. Não se preocupe pois você ainda não vai ficar livre dos cearenses por muito tempo. Em breve estaremos aí novamente. Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para reinvindicar publicamente que seja colocada no salão de jogos uma placa em nome da dupla Espirro e Macarrão que ganhou nada menos do que 6 partidas seguidas de Truco da dupla Dércio e Elmi. O Dércio, coitado, entrou em desespero e tomou tanta Cachaça com Campari que só foi aparecer no Rancho dois dias depois. A todos que nos lêem nesse momento, recomendamos uma visita ao nosso site www.piranhacomcachaca.hpg.com.br Na verdade o site está completamente desatualizado pois o nosso Diretor de Informática, Furunko, responsável pelo site, está passando por sérios problemas emocionais e abandonou o serviço. Porém, o nosso Presidente, De Morte, já está a procura de um novo webmaster. Um forte abraço. Espirro Equipe de Pesca Piranha com Cachaça Diretor Técnico

Jose Augusto Siviero

Caro Atá: Estamos tristes. a pescaria acabou e a semana passou muito rápida. Queremos agradece-lo, pelo apoio e sua atenção em todas as orientações a nos passadas antes da nossa ida para o rancho Xingu. Fomos muito bem atendidos, desde a chegada a Canarana pela familia Brueto, pelo Dercio e pelo Juninnho (piloto que nos levou até o Rancho. No rancho fomos muito bem recebidos pela Nel e pela Regina, e fomos muito bem assessorados nas pescarias pelo Samuel e pelo Mauro. Na volta o Gilson nos trouxe de volta para Canarana e o Mauro, o Dercio e a famila Brueto nos ajudaram na preparação para a nossa volta para Araras. Queira por obsequio, em meu nome, do Jeziel, do Marcelo e do Silvio, cumprimentá-los pelos serviços prestados. O pessoal já está programando para junho/julho para pescar as famosas matrinxãs (foi comentado por todos que é um bom periodo) Fale conosco. Um abraço Jose Augusto Siviero Jeziel Scanavini Marcelo Scananvini Silvio Garcia Simões

Poemião do Big

Finalmente o dia chegou Amigos reunidos no Pacaembu Um fala-fala um burburinho Vamos logo tomar caminho Com destino ao Rancho Xingu. Cadê os Gaúchos de Erechim? Não apareceram... vamos esperar? Não adianta, vai ser uma espera vã, Pelo menos contaram prá mim Que eles só irão amanhã. Para aqui, para acolá Tem gente importante prá embarcar A Jornalista e o poder do Xingu Se juntam a nós em Bauru Confere a turma Macieira Em Araçatuba entra o Pereira Falta pouco prá completar a galera Em Barra do Garças outra turma espera São os Gaúchos finalmente... são dois piás E também o Mauro de Cuiabá Pé de vento ......... a chamada prá conferir o assento Pé na estrada ......... asfalto lisinho Pé no freio ......... buraqueira no caminho Pé na bunda ......... deu defeito no balancinho Pé na tábua ......... é o volante com o velhinho Foi uma viagem dura, mas foi bacana Invadimos Canarana Poeira pura só amanhã Dormir aqui... cada louco no seu divã A grande hora está chegando Todo mundo se levantando Todo mundo embarcando Uns no micro e outros voando Hei!!! Olha no Pier o Ata esperando Segura Xingu... estamos chegando E pescamos a semana inteira Até uma tal de saltadeira Que nunca mordeu anzol Não resistiu à mosca flyzeira Foram Cachorras, Bicudas e outros tantos Cada qual com seu encanto É tanta coisa que agora lembro No Xingu, no Kuluene, no 7 de Setembro Tinha peixe prá todo lado Era no Bait, no Fly e na Linguiça Que detonava qualquer preguiça Ninguém voltava sem nada Prá engordar a mentirada Daquele Pacu graaaaaaaande assim Que um cara contou prá mim Na hora da refeição, Mas, pelo sim pelo não, Vamos acreditando e embarcando A canoa não é furada É uma galera arretada Que deixou todo mundo feliz Prá repetir esse retrato Todo mundo querendo bis Xingu 2004

David Tows Neto

Não mexe em nada, foi a melhor pescaria que tivemos, com certeza.. O Dércio, muito atencioso,(aumente o salario dele) não deixou faltar nada, inclusive achei que quando foi a Canarana, demoraria a voltar, engano meu, e cozinha, muito melhor que a Diná, (dina boa também, mas o tempero desta vez estava melhor) a sandra levantgou p/ fazer café aos aficionados de bola, as 4:00hrs. sem cara feia, os quartos sempre bem arrumados,. Rancho limpo, varrido, piloteiros eficazes, todos tiramos peixes, saiu até um jaú de 18 kg. o Corrimão e escada nova, tudo excelente. PARABÉNS. até os que pegaram menos peixes estavam satisfeitos. obs: o Dércio sofreu na nossa mão, toda noite tinha um companheiro diferente para tomar "umas"com ele, depois do quarto dia o homem tava cansado, e mesmo assim não se entregou. de manha era o primeiro, ... ou quase a levantar.... REPETECO ANO QUE VEM, COM CERTEZA, Se alguem quiser informações, manda p/ mim, alias vou escanear umas fotos e te envio... algumas sugestões: 1 - uniforme p/ piloteiros. 2 - radio de comunicação entre rancho e barcos (já está sendo prov. n é?) 3 - mais nada. UM GRANDE ABRAÇO E PARABÉNS PELO RANCHO DAVID TOWS NETO

Kensuke Matsumoto

Cá estamos de volta, sãos e seguros. A cidade grande e moderna parece outro mundo, difícil de imaginar que há pouco estávamos no meio do fim do mundo, onde a vida serena da floresta e da sua fauna e flora selvagem enchia os nossos olhos e ouvidos, estradas de chão melhores que de asfalto, paradas no meio da estrada saídos do filme de faroeste, enfim, parece que estava num sonho bem distante. A expedição a meu ver foi um sucesso absoluto. O objetivo maior, origem de toda esta aventura, que era ver a viabilidade da pesca com mosca nas águas do Xingu creio eu foi alcançado com enorme sucesso. Foram mais de 10 (dez) espécies diferentes de peixes altamente esportivos capturados com sucesso utilizando equipamento de fly, número este que poderia inclusive dobrar caso se dedicasse mais tempo nessa prospecção. Frise-se aqui que dentre as espécies que entraram na mosca, algumas eram inclusive inéditas na pesca realizada com anzol (casos de um tipo de sardinha e de peixinho tipo peixe-tigre), outras revelando-se alvo muito mais fácil de ser atraída no fly do que noutras modalidades (caso da cachorra-facão). Além da variedade grande de espécies pescáveis no fly, vale destacar ainda a possibilidade de se utilizar variada gama de equipamentos de fly e moscas, desde equipamento ultra-leve munido de moscas secas e ninfas, até o pesado, linhas floating, intermediate, sinking, streamers, poppers e divers, enfim, toda a sorte de recursos disponíveis em termos de artefatos de pesca com mosca, o que abre ao pescador desta modalidade um sem número de possibilidades. As espécies de peixes iam do minúsculo lambari de apenas algumas gramas até os gigantes trairão e cachorrão, com peso superior a 15 kg. A pesca tb é farta em termos de tipos de pesqueiros. São praias, remansos, lagos, poções, margem correntosa do rio, galhadas, encontros dos rios e saídas de corixos, oferecendo ampla gama de opções a gosto do freguês, o que afasta a monotonia. A minha avaliação sobre o quesito fly, portanto, é a de que o rio tem enorme potencial para agradar aos mais variados pescadores de mosca. Sobre a expedição em si, foi impressionante ver como que um grupo de 26 pessoas que mal se conheciam entre si conseguiu se entrosar de tamanha naturalidade e fraternidade e, alheio a diferenças inerentes a um grupo numeroso de pessoas de idade muito díspare (variando de 18 a quase 60 anos), sexo (havia 5 mulheres no grupo), aptidões e gostos relativos a modalidades de pesca conseguiu manter um espírito de união e respeito, de modo a que nenhum incidente de peso viesse a aflorar prejudicando o ambiente de camaradagem que simbolizou o nosso grupo. Estamos todos de parabéns. Uma outra característica reinante no grupo e que achei formidável foi a total falta de "frescura" e "estrelismo". Com muita naturalidade o grupo soube curtir a essência do prazer da pesca e do convívio com os colegas. Havia pessoas que curtia a técnica apurada do arremesso com precisão atrás de ariscas matrinchãs nas galhadas num dia e logo a seguir se deleitava com pequenos piaus na varinha caipira. Outras se contentavam com sardinhas na mosca seca, mas não deixavam de lado o prazer da briga com os grandes bagróides na linguiça. Alguns mais experientes dedicavam um dia inteiro a ensinar os novatos o básico do fly e do bait, depois acompanhavam os mesmos na prática até conseguirém fisgar seus primeiros troféus. Faltou ainda mencionar que houve muitos que nem íam (ou podiam) participar da expedição mas que diariamente curtia e dava apoio tal que eram lembrados a todo instante pelos que foram como que seus espíritos ali estivessem presentes. São pequenos detalhes como esses que revelaram a grandiosidade de espírito das pessoas envolvidas. Um muito obrigado a todos que, participando ou não da empreitada, contribuíram para o sucesso da expedição. Abraços grande, Kensuke

Nelson Maciel

Amigos ... Retornei hoje pela manhã do Xingu ... Desde que iniciamos esta aventura, quando esta viagem era apenas um sonho nas cabeças do Atá e na minha, ficamos um pouco apreensivos se conseguiríamos fazer virar realidade. Isto porque iríamos à princípio reunir um mínimo de doze pescadores de fly, tão somente. Com o passar do tempo outros amigos foram juntando-se ao grupo fazendo um grande time onde todas as modalidades de pesca seriam praticadas ... Em todos os anos que pesco, jamais havia presenciado algo assim ... Nunca mesmo ... Fly, Bait, Isca Viva (lingüiça)...(rs)... Foi a primeira vez em que vi todas as modalidades serem praticadas por todos os pescadores sem um comentário sequer que esta ou aquela modalidade é mais nobre ou mais técnica ou seja lá o que for ... Se houveram tantas ações como houveram com o rio 1, 2 metros acima do nível normal, imagine o que não será com o rio na caixa, com as águas límpidas ... Será o paraíso mais que perfeito ... Lamento não poder continuar lá por mais uma ou duas semanas seguidas ... Lambaris, Piranhas, Sardinhas, aquele peixinho esquisito do Niva (acabei fisgando um no anzol também ...(rs)...) Cachorra Larga, Cachorra Facão, Bicudas, Tucunarés, Trairão, Pacu Prata, Palmito (Mandubé), Cachara, Pirararas , Juripessem e outros que acabaram não sendo fisgados, como os Apaiaris, Jurupocas, Filhotes e Piraíbas e outros que nem me lembro mais, fazem deste local, o local mais piscoso que conheci em minha vida ... Valeu mesmo ... UMPA Nelson Maciel

Ligia de Barros Monteiro

Gostaria de dizer que amei cada momento no Xingu. Não sendo pescadora (peguei um lambari em varinha de bambu no estaleiro e me dei por satisfeita), me diverti tanto quanto os nossos pescadores. Aprendi a dançar com o caramelo...ri muito com o Atílio (mesmo quando a piada era eu mesma...), ganhei um enxaqueca regada a stanhegue e Pisco do Ezequiel que no dia seguinte foi tirada literalmente com as mãos carinhosas e mágicas do Oscar e do André. Cantei modas de viola com o Eziquiel, Atílio e Fábio... Aprendi com o João Pereira que um pescador pode ser sofisticado... Ganhei a mais nova amiga de infância...a linda e alegre Roberta Mathias que foi em todas as barcas ...Dançou, pescou, cantou e encantou e ainda por cima escreve super bem... Meus agradecimentos ao staff do Rancho Xingu: As cozinheiras: Luzinete, Maura e Lu. Comida boa e carinho de mãe... Ao meu piloteiro, Marcelo, motorista de madame, que me levava para cima e para baixo, me ensinando a ler o rio, a ver os bichos e sempre escolhendo o melhor ângulo para minhas fotos...ao João e seu bom –humor, ao Adércio com seu profissionalismo e cuidados ...e ainda me deu um presente! Aos índios da tribo Kalapalo: Cacique Vanité...e sua sabedoria...ao seu Itu e seu 70 anos ( obrigada pelo colar)...Adolfo, de 9 anos que me pediu uma bola do Ronaldinho...Malako, filho do Vanité...Airi ( quase roubei essa criança...) Aos demais participantes dessa expedição o meu muito obrigada... Só mesmo com vocês às 30 horas de viagem em estrada esburacada se tornou um prazer! Vocês vão ter que me aturar nas próximas! Obrigada mesmo, de coração!!! Ao Atá... o que falar dele... ? Tudo me parece lugar comum! Atá, você é o Maximo!!! Você é maravilhoso em toda e qualquer situação! Em Bauru ou no Xingu. . Atá, você tem sido em minha vida e na do Gê um presente de Deus...e peço a Ele, todos os dias que te conserve! Por fim...ao meu marido! Obrigada por ter me levado... pelos passeios que fazíamos a tarde, só nós dois... Isso não tem preço!!! Em tempo: Nas próximas podem levar suas mulheres sem medo...segundo O Big Marcio teremos até piscina! Um forte abraço a todos os amigos e que tenham um ótimo dia...

 

 

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